
Campanha da Fundação Edson Queiroz será lançada em 1º de setembro e terá identidade visual assinada pelo artista e médico cearense Hélio Rôla
Um coração pode representar diferentes sentimentos, mas, para quem espera por um transplante, ele também pode representar a possibilidade de continuar vivendo. É a partir dessa perspectiva que a Fundação Edson Queiroz lança, no dia 1º de setembro, a edição 2026 da Campanha Doe de Coração, iniciativa que há anos promove informação e conscientização sobre a importância da doação de órgãos.
A solenidade de lançamento será realizada às 9h, no Auditório da Biblioteca da Universidade de Fortaleza (Unifor), reunindo autoridades, profissionais de saúde, embaixadores e participantes da campanha. A programação contará com a presença da presidente da Fundação Edson Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, além de palestra de Mônica Maria Paiva Lima, enfermeira do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC/UFC) e da Central Estadual de Transplantes do Ceará.
Em 2026, a campanha será liderada pelo médico e professor da Unifor Lourrany Borges Costa, doutorando em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará (UFC). A proposta é levar o debate sobre transplantes e doação para diferentes espaços, aproximando o tema da população e estimulando atitudes que podem contribuir para salvar vidas.
Um coração desenhado pela arte e pela natureza
A mensagem da campanha também chega ao público por meio da arte. Nesta edição, a identidade visual da Doe de Coração foi reestilizada pelo artista cearense Hélio Rôla, que também é médico de formação.
A escolha do artista cria uma conexão direta entre ciência, vida e expressão artística. Na nova identidade, cores vivas se ramificam em formas que lembram veias, galhos e artérias. Folhas envolvem o coração e remetem à renovação, enquanto a composição visual sugere que a vida pode seguir novos caminhos.

A participação de Hélio Rôla dá continuidade a uma tradição da campanha de convidar artistas cearenses para interpretar visualmente a Doe de Coração. Antes dele, nomes como Wilson Neto, Ana Cristina Mendes, Stênio Burgos, Mário Sanders, Sérgio Helle, Francisco Delalmeida, Totonho Laprovítera, José Guedes e Narcélio Grud também contribuíram para a identidade da iniciativa.
Para Rôla, a aproximação da arte com um tema relacionado à vida ganha uma dimensão especial. Sua trajetória reúne justamente os dois universos que inspiram a campanha: a medicina e as artes visuais.
Ceará tem histórico de protagonismo nos transplantes
A discussão chega a um estado que possui participação relevante na realização de transplantes no país. Segundo o Plano Estadual de Doação e Transplante do Ceará 2025-2028, o Estado registrou, em 2024, 253 transplantes de rim, 251 de fígado e 35 de coração, além de procedimentos de outros tipos. O documento aponta ainda que o Ceará alcançou a segunda posição nacional em transplantes de fígado e coração naquele ano.
Por trás de cada número, porém, existem pessoas e famílias que aguardam uma oportunidade. É essa dimensão humana que a Doe de Coração procura colocar no centro do debate, mostrando que a doação não se resume a um procedimento médico, mas pode representar uma nova perspectiva para quem está na fila por um órgão.
Informação para transformar intenção em atitude
Ao longo de setembro, a campanha terá ações voltadas à conscientização sobre doação de órgãos, sangue e medula óssea. A programação inclui a Jornada Médica Doe de Coração, atividades em hospitais e no campus da Unifor, cadastro de doadores de medula óssea, doação de sangue em parceria com o Hemoce e uma ação de conscientização na Praça do Ferreira.
Também estão previstas ações digitais com vídeos de alunos e professores, informações sobre doação e depoimentos, além de atividades educativas e exibição de filmes ao longo do mês.

A programação foi pensada para aproximar o tema da rotina das pessoas e estimular uma conversa que pode começar dentro de casa: falar sobre a decisão de ser doador e comunicar essa vontade à família.
Porque, no fim, a doação de órgãos depende de uma escolha que começa muito antes de um transplante. Começa quando alguém decide que, mesmo depois da própria partida, uma parte de sua história pode continuar na vida de outra pessoa.
Serviço
Lançamento da Campanha Doe de Coração 2026
Data: 1º de setembro de 2026
Horário: 9h
Local: Auditório da Biblioteca da Unifor












