Formação on-line reúne especialistas para apresentar técnicas e conhecimentos científicos voltados à recuperação de áreas naturais

A restauração da Caatinga exige conhecimento sobre as características próprias do bioma, sua biodiversidade e os impactos das mudanças climáticas. Para contribuir com a qualificação de profissionais que atuam nessa área, a Associação Caatinga realiza o Curso Avançado de Restauração Ecológica da Caatinga, com inscrições gratuitas e vagas limitadas.

A formação será realizada on-line, pelo Google Meet, nos dias 13, 14, 15, 16 e 19 de outubro de 2026, das 8h às 17h, com carga horária de 40 horas/aula. As inscrições podem ser feitas até esta terça-feira (6), por meio do formulário disponibilizado pela organização.

A iniciativa integra o projeto No Clima da Caatinga, realizado pela Associação Caatinga em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Conhecimento científico aplicado à restauração

Voltado a profissionais técnicos e especialistas envolvidos no planejamento, execução e acompanhamento de ações de restauração florestal e ecológica, o curso apresenta uma abordagem multidisciplinar.

A programação inclui conteúdos sobre técnicas avançadas de restauração ecológica, adaptações morfológicas e funcionais das plantas, biodiversidade vegetal e redes de sementes, desde a coleta até o armazenamento e a germinação.

Também serão discutidos temas como serviços ecossistêmicos, mudanças climáticas, uso de microrganismos simbióticos, conectividade da paisagem e restauração em áreas prioritárias para a conservação.

Outro eixo da formação será o funcionamento dos ecossistemas e a conservação da biodiversidade. A proposta é oferecer aos participantes uma visão integrada dos processos ecológicos que orientam intervenções de recuperação mais adequadas às condições da Caatinga.

Especialistas de diferentes áreas

A formação contará com pesquisadores, professores e profissionais com experiência em ecologia, conservação, restauração e gestão ambiental.

Da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), participam Gislene Ganade, coordenadora do Laboratório de Ecologia da Restauração; Carlos Fonseca, coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação da Biodiversidade; Leonardo Versieux, curador do herbário da universidade; e Leandro De Santis Ferreira.

Também integram a equipe Marina Fagundes, pós-doutoranda do Laboratório de Ecologia da Restauração; Edjane Damasceno, mestranda da UFRN com coorientação na University of Exeter, na Inglaterra; Adler Medeiros, doutorando em Geografia na University of Exeter; Adriana Manhães, doutora em Ecologia e consultora ambiental; Milena Cordeiro, doutora em Ecologia e professora da SEEC-RN; Marina Antongiovanni, pesquisadora e consultora; e Claudia Pandolfo Paz, doutora pela ESALQ/USP.

A expectativa é aproximar a produção científica das práticas utilizadas na recuperação de ecossistemas, oferecendo ferramentas para profissionais que atuam em projetos de conservação e restauração da Caatinga.

Serviço

Curso Avançado de Restauração Ecológica da Caatinga

Datas: 13, 14, 15, 16 e 19 de outubro de 2026

Horário: 8h às 17h

Modalidade: On-line, via Google Meet

Carga horária: 40 horas/aula

Público-alvo: profissionais técnicos e especialistas que atuam com restauração florestal e ecológica

Inscrições: até 6 de outubro de 2026

Vagas: limitadas

Inscrições: https://l1nk.dev/UnphCqS⁠�

Sobre o No Clima da Caatinga

O projeto No Clima da Caatinga atua no semiárido brasileiro desde 2011 com ações voltadas à mitigação dos efeitos do aquecimento global, adaptação climática de comunidades rurais e conservação da Caatinga, dos recursos hídricos e da fauna local, incluindo o tatu-bola.

A iniciativa é realizada pela Associação Caatinga em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Sobre a Associação Caatinga

A Associação Caatinga é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos dedicada à conservação do bioma, à valorização de suas riquezas naturais e à promoção de práticas de cuidado com a natureza. Desde 1998, a instituição desenvolve ações de proteção da Caatinga e incentivo ao desenvolvimento local sustentável, com foco também na resiliência de comunidades rurais diante da semiaridez e das mudanças climáticas.