Material educativo orienta sobre diferentes formas de agressão, acolhimento às vítimas e incentiva o compromisso coletivo com relações baseadas no respeito e na igualdade

O Brasil segue enfrentando um elevado número de crimes contra as mulheres. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, desde 2022, o país registra, em média, quatro feminicídios por dia. Em 2025, foram contabilizados 1.470 casos.

Com o objetivo de aumentar a conscientização e estimular a prevenção desses crimes, o Instituto Nordeste Cidadania (Inec) lançou uma cartilha educativa voltada aos colaboradores e iniciou uma mobilização interna para incentivar o compromisso coletivo com o respeito, a igualdade e a proteção das mulheres.

A iniciativa busca envolver todos os profissionais da instituição, com atenção especial à participação dos homens, reconhecendo o papel que podem desempenhar na construção de relações saudáveis, na identificação de comportamentos abusivos e na promoção de ambientes seguros.

Atualmente, o Inec conta com mais de 2.600 colaboradores, dos quais cerca de 67% são homens. Para a instituição, esse perfil representa uma oportunidade de ampliar o diálogo sobre masculinidades, respeito e convivência baseada na igualdade.

A cartilha apresenta, em linguagem acessível, informações sobre os diferentes tipos de agressão previstos na Lei Maria da Penha, orientações para reconhecer sinais de abuso, formas de acolhimento às vítimas, canais de denúncia e conteúdos educativos voltados à prevenção.

Segundo o diretor-presidente do Inec, Stélio Gama, promover informação é uma forma de incentivar mudanças de comportamento e ampliar o compromisso coletivo com a proteção das mulheres.

“A informação tem papel fundamental na prevenção. Quando homens e mulheres assumem o compromisso de construir relações baseadas no respeito e na igualdade, contribuímos para ambientes seguros e para a proteção da vida das mulheres”, afirma.

A ação integra as iniciativas permanentes do Instituto voltadas à cidadania, à responsabilidade social e à promoção da equidade, incentivando atitudes de respeito, acolhimento e proteção às mulheres.