
Paciente passou por correção de fratura de fêmur e pode ser a pessoa mais idosa do Brasil a realizar esse tipo de procedimento, segundo levantamento preliminar da equipe médica
Aos 114 anos, Antônia Francisca de Oliveira protagoniza uma história de superação e cuidado em saúde. Ela foi submetida a uma cirurgia de correção de fratura de fêmur no Hospital Ariano Suassuna, da Hapvida, no Recife, e apresenta uma recuperação considerada positiva pela equipe médica. O caso chama atenção pela idade da paciente, considerada um registro raro na ortopedia.
O procedimento foi conduzido pelo ortopedista Marcelo Moreira e ocorreu sem intercorrências. Segundo um levantamento preliminar realizado pela equipe médica, Antônia pode ser a paciente mais idosa do Brasil a passar por esse tipo de cirurgia, considerando os registros públicos conhecidos. O caso deverá ser encaminhado para documentação junto à Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).
De acordo com o médico, a idade avançada torna o acompanhamento ainda delicado, já que pacientes centenários apresentam maior fragilidade óssea e fisiológica. Ainda assim, Antônia não possui doenças graves e nunca havia sofrido fraturas.
“Apesar da idade extremamente avançada, a cirurgia ocorreu conforme o planejado. Agora, o principal objetivo é acompanhar cuidadosamente a evolução clínica da paciente, respeitando as características de um organismo de 114 anos”, explica Marcelo Moreira.
A rapidez no atendimento também foi decisiva para o bom resultado. Antônia deu entrada no hospital em um dia e foi operada no dia seguinte. Após o procedimento, permaneceu apenas 24 horas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e outras 24 horas na enfermaria antes de receber alta, período considerado curto para um caso com esse perfil.
Segundo o especialista, a cirurgia precoce reduz riscos relacionados à imobilidade prolongada, como infecções respiratórias, tromboses e perda da capacidade funcional. Outro fator importante foi o estilo de vida da paciente.
“Ela mantinha uma rotina bastante ativa, o que favoreceu significativamente a reabilitação. A intervenção rápida também foi essencial para diminuir complicações e contribuir para uma recuperação positiva”, afirma.
Já em casa, Antônia segue surpreendendo familiares e profissionais de saúde com disposição e bom humor durante a recuperação.
Para a equipe do Hospital Ariano Suassuna, o caso evidencia a importância do diagnóstico ágil, da atuação integrada de diferentes especialidades e do acompanhamento multidisciplinar, mostrando que, mesmo diante de situações de alto risco, é possível alcançar resultados positivos com assistência adequada.




