Segundo o Diretor de Polícia no Uruguai, Mario Layera, a legalização da maconha  não implicou diretamente na queda do tráfico de drogas e informa também que houve aumento da taxa criminal no país



Foto: Reprodução / Internet


Foi notícia em vários portais no Brasil e no mundo, as informações ditas pelo Diretor Nacional de Polícia do Uruguai, Mario Layera, em entrevista a rádio El Espectador. O diretor afirmou que a legalização da maconha não implicou diretamente na queda do tráfico de drogas e informa também que houve aumento na taxa criminal no país devido ao narcotráfico.


Em dezembro de 2013, o Uruguai tornou-se a primeira nação no mundo a legalizar a produção, a distribuição e venda de maconha, sob controle do Estado. Com a lei, o objetivo das autoridades uruguaias era diminuir o tráfico de drogas e reduzir  a dependência química da população do país.


De acordo com matéria publicada no G1, em julho de 2016 o país passou a vender legalmente a maconha nas farmácias. A erva passou a ser comercializada em pacote de 10g e  não utilizam publicidade.

Análise

O advogado Roberto Lasserre, membro do Movimento Brasil sem Drogas, analisa a questão da regularização da maconha no Uruguai. Para ele não houve nenhuma surpresa em relação as declarações feitas pelo Diretor da Polícia Uruguaia. “Os argumentos utilizados  pelo governo do Uruguai justificando a legalização da maconha não funcionam para a realidade do país. Só aumenta o número de usuários. O tráfico não diminuiu e a liberação só incentiva aquelas pessoas que não consumiam por ser proibido e passam a consumir. O Uruguai jamais poderá ser usado como exemplo pelo Brasil no que diz respeito a esse posicionamento. Se não está dando certo no Uruguai, um país com uma extensão territorial bem menor que a do Brasil,como poderia dar certo aqui?”, alerta Lasserre.


No Brasil não é permitido a produção de maconha ou qualquer outro tipo de entorpecentes de maneira legal. As drogas que entram no país são através de contrabando. Uma das medidas para diminuir o comércio e o consumo seria o total controle das fronteiras do país, explica o advogado. “Além de um intenso e contínuo trabalho de investigação para evitar a entrada da droga seria necessário desfazer as organizações criminosas espalhadas pelo país. “Os traficantes estão presos, mas conseguem comandar suas facções mesmo em cárcere. As facções precisam ser destruídas”, explica o militante.


Um  fator importante para evitar o comércio é extinguir a corrupção dos agentes públicos. Para Lasserre, quem facilita a entrada e o comércio de drogas deve ser punido com severidade. Outra ação importante seria aparelhar a polícia e dar boas condições de trabalho.

 
Prevenção

Caminhando ao lado dessas ações é necessário que as políticas de prevenção estejam presentes dentro das escolas e de outros ambientes de utilidade pública. “A informação precisa chegar a todos. A população precisa ter acesso aos malefícios que a maconha e outros entorpecentes são capazes de causar”.


Para o advogado, uma medida que poderia funcionar como ferramenta de instrução seria a implantação de uma disciplina que tivesse como objetivo informar aos jovens de escolas públicas e privadas sobre temas de grande importância para a formação humana.  “Sugiro que, dentro do conteúdo anual de cada escola sejam ofertados também aulas constantes para orientar aos jovens sobre assuntos relevantes e significativos para a vida como drogas, gravidez, aborto, o perigo das armas, completa o ativista.


 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here