Projeto Sons do Acolhimento atende cerca de 123 crianças do CEI Olga e Parsifal Barroso com atividades que trabalham expressão, convivência e desenvolvimento

Cantigas, ritmos, movimentos, jogos e diferentes sons passaram a fazer parte da rotina de cerca de 123 crianças do Infantil V do Centro de Educação Infantil (CEI) Olga e Parsifal Barroso, em Caucaia. A proposta integra o projeto Sons do Acolhimento, que utiliza a musicalização como ferramenta pedagógica para estimular a aprendizagem, a expressão e a convivência na primeira infância.

O CEI é um equipamento do Instituto Myra Eliane, responsável pela realização do projeto por meio do Espaço Cultural Arandu. A iniciativa conta ainda com a parceria da Casa de Vovó Dedé e da Prefeitura de Caucaia. Nesta primeira etapa, as atividades são direcionadas às turmas do Infantil V.

A proposta leva a música para o cotidiano escolar de forma lúdica e participativa. As crianças têm contato com cantigas, ritmos, movimentos corporais, exploração de sons, jogos musicais e atividades coletivas. As experiências contribuem para o desenvolvimento de habilidades como comunicação, expressão, coordenação motora, atenção e interação social.

Para o presidente do Instituto Myra Eliane, Igor Queiroz Barroso, a musicalização pode contribuir de diferentes formas para o desenvolvimento infantil.

“A música tem uma capacidade muito especial de aproximar as pessoas, despertar sentimentos e criar possibilidades de aprendizagem. Quando levamos essa experiência para dentro da escola, estamos oferecendo às crianças uma ferramenta que contribui não apenas para o desenvolvimento pedagógico, mas também para a convivência, a expressão e o acolhimento. Nosso propósito é construir um ambiente em que cada criança se sinta respeitada, incluída e estimulada a desenvolver todo o seu potencial”, afirma.

Uma experiência musical para toda a turma

As turmas atendidas pelo projeto reúnem crianças com diferentes características, ritmos e formas de aprender e se expressar. O grupo inclui também crianças neurodivergentes, como aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e outras particularidades do desenvolvimento.

As atividades musicais são planejadas para toda a turma, sem distinção. A ideia é respeitar as características individuais e criar oportunidades para que cada criança participe de acordo com suas possibilidades.

Nesse processo, a música também pode favorecer um ambiente escolar mais acessível e acolhedor. As atividades coletivas estimulam a interação e criam situações nas quais as crianças podem experimentar diferentes formas de comunicação e expressão.

Musicalização também apoia o acompanhamento infantil

Além das experiências propostas diretamente às crianças, a presença contínua da música na rotina escolar oferece aos educadores novas oportunidades de observar aspectos do desenvolvimento infantil.

A atenção durante as atividades, as formas de comunicação, a coordenação motora e a interação com os colegas são alguns dos aspectos que podem ser acompanhados ao longo das vivências. Essas observações podem contribuir para um olhar individualizado sobre cada criança e para a identificação de necessidades específicas.

A intervenção prática é conduzida pela professora Gabriela Mendes, da Casa de Vovó Dedé, instituição parceira responsável pelas atividades musicais.

Com o Sons do Acolhimento, a musicalização passa a integrar as experiências pedagógicas do CEI Olga e Parsifal Barroso como recurso de aprendizagem, convivência e inclusão. A iniciativa coloca a expressão artística no cotidiano das crianças e valoriza a primeira infância como uma fase fundamental para o desenvolvimento integral.