
Celebrado em 28 de abril, o Dia da Caatinga convida à valorização de um dos patrimônios naturais mais singulares do país. Único bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga ocupa cerca de 10% do território nacional e é predominante em estados do Nordeste como Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e parte do Piauí e de Minas Gerais. No Ceará, ela molda paisagens, culturas e modos de vida e também abriga uma rica diversidade de aves que podem ser conhecidas de perto no Parque Arvorar, do Beach Park, em Aquiraz.
Além de ser um espaço de entretenimento e lazer para todas as idades e ainda um atrativo turístico, o Arvorar nasce com o propósito de valorizar e proteger a fauna local. A maioria das aves presentes no parque é nativa da Caatinga, reforçando o compromisso com a conservação de espécies que dependem desse ecossistema para sobreviver.
O que é a Caatinga e por que ela importa
A Caatinga é um bioma semiárido, marcado por vegetação adaptada à escassez de água, com espécies que florescem e se transformam conforme o ritmo das chuvas. É um celeiro de biodiversidade, com alto índice de espécies endêmicas, ou seja, que só existem ali. Sua importância vai além da fauna e flora: a Caatinga exerce papel essencial na regulação climática, na manutenção dos ciclos hídricos e na proteção do solo contra a desertificação. Preservá-la é também proteger comunidades humanas, culturas tradicionais e o equilíbrio ambiental do Brasil.
Aves símbolo e conservação no Arvorar
Entre os destaques do parque estão a jandaia-verdadeira (Aratinga jandaya) e o periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus), protagonistas do projeto Refauna Arvorar, iniciativa voltada ao repovoamento de aves nativas do Ceará ameaçadas de extinção. O projeto é realizado em parceria com as ONGs Associação Caatinga e Aquasis.

Logo na entrada do parque, os visitantes são recebidos por um grande portal em formato de jandaia, esculpido pelo artista cearense Narcélio Grud. A escolha não é por acaso: com sua plumagem vibrante e canto marcante, a ave é um símbolo da fauna cearense e da exuberância escondida na Caatinga, podendo ser encontrada também em áreas de transição para a Mata Atlântica e em bordas de florestas tropicais.
Já o periquito cara-suja carrega uma história de resistência. Espécie social, vive em bandos familiares de até 15 indivíduos e depende de ambientes específicos. Ameaçada de extinção, principalmente por conta do tráfico ilegal de animais silvestres, é encontradaa em zonas de Mata Atlânica úmida e em áreas de transição com a Caatinga.
Outras espécies que encantam visitantes
Outro destaque é o periquito-da-caatinga (Eupsittula cactorum), ave inteligente e sociável, conhecida pela capacidade de imitar sons, características que, infelizmente, também a tornaram alvo do tráfico ilegal. Com cerca de 25 cm, chama atenção pelas cores vivas que misturam verdes, amarelos e tons alaranjados.
Já a pomba asa-branca (Patagioenas picazuro) é mais uma preciosidade da Caatinga. Além de presença marcante no parque, ocupa um lugar especial na cultura nordestina. Com a faixa branca nas asas que inspirou seu nome, a ave atravessa campos, cerrados e cidades, eternizada na música de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira como símbolo de resistência e saudade.
Ao reunir essas espécies em um ambiente imersivo, o Parque Arvorar se posiciona como um espaço de sensibilização e encantamento. A proposta é aproximar as pessoas da natureza para que o cuidado com o meio ambiente deixe de ser apenas um conceito e se torne uma experiência vivida.
Neste Dia da Caatinga, o convite é para olhar com outros olhos o bioma que pulsa vida onde muitos veem apenas seca e descobrir que, entre galhos retorcidos e cantos vibrantes, existe um dos ecossistemas mais ricos e resilientes do Brasil.
FONTE: Assessoria AD2M




